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21 de Novembro de 2013, 16:56 , por Desconhecido - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Democratização da Comunicação, Reformas de Base e Direitos Humanos.

Lula saúda Jornada Continental pela Democracia e contra o Neoliberalismo

19 de Novembro de 2017, 12:20, por BlogueDoSouza - 0sem comentários ainda


Ex-presidente enviou uma mensagem para abertura do encontro em Montevidéu

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não pôde comparecer, mas enviou uma mensagem para a abertura da Jornada Continental pela Democracia e contra o Neoliberalismo, que ocorre em Montevidéu, no Uruguai, até o próximo sábado (18). O evento reúne partidos e movimentos sociais de toda a América Latina.

Assista a mensagem do ex-presidente:


Leia também:

Lula tem 42% das intenções de voto e lidera nova pesquisa para 2018

Levantamento realizado pela CUT/Vox Populi apontou ainda que ex-presidente venceria todas as simulações de segundo turno


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a aparecer na liderança, com 42% das intenções de voto, na nova pesquisa realizada pela CUT/Vox Populi. O resultado se soma ao dos institutos Ibope e Datafolha, que também mostram Lula na liderança e com vitória em todos os cenários simulados para o segundo turno. A pesquisa também apontou o Lula como o presidenciável com menor índice de rejeição entre os nomes testados.

O levantamento, realizado entre 27 e 30 de outubro, apontou em segundo lugar o deputado federal Jair Bolsonaro, com 16%. Os demais possíveis presidenciáveis aparecem com menos de 8%. De acordo com a Vox Populi, Lula tem 39% de rejeição, enquanto Bolsonaro alcançou a marca de 60%.

Na sondagem de intenções de voto, a ex-ministra Marina Silva alcança o terceiro lugar com 7%, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, aparece em seguida com 5%, seguido por Ciro Gomes com 4%.

A pesquisa CUT/Vox Populi ouviu 2 mil brasileiros em 118 municípios.

Segundo turno Lula venceria no segundo turno todos os adversários testados na pesquisa, alcançando 49% contra Bolsonaro, com 21%, e 48% contra Marina, com 16%. Contra Alckmin, Lula vence por 50% a 14%, contra João Doria ele registra 51% a 14%, e Luciano Huck, 50% a 14%.

por Lula.com.br
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Alemanha financia filme sobre impeachment de Dilma Rousseff

18 de Novembro de 2017, 11:28, por BlogueDoSouza - 0sem comentários ainda


'O Processo' foi um dos documentários selecionados para receber investimento

O filme de Maria Augusta foi o único brasileiro dentre os seis escolhidos pelo Festival. Em sua página de financiamento coletivo, os autores dizem que o filme “busca compreender e refletir sobre o atual momento histórico brasileiro através de um processo que revela uma crise estrutural do Estado e do próprio regime democrático”.

O documentário O Processo, da cineasta brasileira Maria Augusta Ramos, foi um dos selecionados pelo Festival de Berlim para receber um financiamento de R$ 100 mil. O tema do filme é o processo de impeachment sofrido pela ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016. A verba vem do Fundo Mundial de Cinema, que tem a Alemanha como um dos patrocinadores, e é destinada para obras cinematográficas documentais e de ficção.

Para realizar o filme, a cineasta e sua equipe estiveram durante meses em Brasília para acompanhar todo o processo de impeachment. Ao todo, eles reuniram mais de 450 horas de imagens da Câmara dos Deputados, do Senado e também de reuniões privadas entre Dilma e seu então advogado, José Eduardo Cardozo.
Com informações do PlenoNews

Leia também:

Lula: O mesmo MP que invadiu minha casa não se manifestou sobre a acusação de corrupção contra a Globo

Em entrevista exclusiva a Fernando Morais, neste Bloco 1 Lula faz um balanço das caravanas pelo Nordeste e por Minas Gerais, e conta o que espera de 2018: "que a gente tenha eleições livres e democráticas".




Lula: Vamos parar com o preconceito. Quem buzina alto não é negro.

Tá cheio de branco buzinando carro alto e jogando latinha de cerveja na rua limpa de São Paulo para que os mais humildes recolham. O preconceito é uma doença e eu quero extirpar essa doença do Brasil.



Com informações do NOCAUTE
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As encrencas da Globo com os escândalos da FIFA, por Luis Nassif

17 de Novembro de 2017, 8:24, por BlogueDoSouza - 0sem comentários ainda


O elo da corrente que poderá jogar a Globo nas redes de um poder imune às interferências políticas: a Justiça norte-americana


Primeira Encrenca

Das 11 pessoas com pedido de indiciamento à PGR no relatório da CPI da FIFA, Marco Polo Del Nero, José Maria Marin, Ricardo Teixeira, Kleber Leite e J. Hawilla são beneficiários diretos do esquema que envolvia a Globo.

Antônio Osório e Carlos Eugênio Lopes tinham cargos de diretores da CBF (o primeiro financeiro e o segundo jurídico) – portanto também executavam os planos criminosos.

Outros dois são políticos: o deputado federal Marcus Antonio Vicente (PP) da bancada da bola, atuante na defesa da CBF e seus “negócios” no Congresso. O outro é Gustavo Feijó, que no relatório é apontado como recebedor de dinheiro para campanha eleitoral – nada a ver com a Globo ou algo relacionado a contratos.​

Como era de se esperar, Feijó foi o único que sofreu uma ação do MP. Foi no início de junho último, conforme artigo do nosso colunista Augusto Diniz (clique aqui)

O Ministério Público Federal investiu contra Feijó poucos depois da prisão do ex-presidente do Barcelona, Sandro Rossel pelo Ministério Público espanhol. O inquérito espanhol apontou Ricardo Teixeira como chefe e beneficiário da organização criminosa. A prisão de Feijó pareceu, a muitos, uma ação para evitar críticas ao MPF brasileiro de seus colegas espanhóis e do próprio FBI, que não escondia o desconforto com a falta de ação dos procuradores brasileiros.

Após o estouro do caso FIFA, em maio de 2015, só teve mais uma ação contra envolvidos: uma busca e apreensão de documentos de Kleber Leite, no Rio de Janeiro, a pedido da Justiça norte-americana. Acabaram retidos aqui por decisão da Justiça do Rio de Janeiro.

Segunda Encrenca

Assim que estourou o escândalo, em maio de 2015 a Globo tratou de demitir seu principal lobista, Marcelo Campos Pinto, mais três executivos que participaram diretamente dos esquemas de propinas.

Em comunicado oficial, Roberto Irineu Marinho anunciou a aposentadoria de Marcelo. Na época, estudo do BBA Itau indicavam que a Globo obteve um faturamento publicitário de R$ 1,21 bilhão com os patrocínios dos campeonatos.

Todos os executivos receberam uma boa bolada com duas condições: não trabalhar para nenhum concorrente da Globo; e assumir a culpa, caso as investigações sobre a corrupção na CBF chegasse até a Globo.

Três assinaram. Marcelo se recusou.

É ele o elo da corrente que poderá jogar a Globo nas redes de um poder imune às interferências políticas: a Justiça norte-americana.

Leia também:

PT pede inquérito contra Globo por escândalo nos EUA: vai ser pedagógico, diz

Jornal GGN - O PT entrou nesta quinta (16) com uma representação criminal na Procuradoria Geral da República, solicitando que a Rede Globo seja investigada por conta das revelações de que teria pago propina para obter os direitos à transmissão de torneios internacionais de futebol. Em nota, o partido disse que se Lula, com base em falas de delatores, é alvo de inúmeras investigações, a emissora então merece o mesmo tratamento por parte do Ministério Público Federal.

Para o PT, a investigação contra a Globo no Brasil é uma medida necessária e pedagógica, para o grupo da família Marinho e para o resto da grande mídia. "Em primeiro lugar, porque será respeitado o princípio da presunção da inocência, que a Globo sistematicamente atropela ao acusar, julgar e condenar Lula e o PT", disse.

"Também será adotado certamente o equilíbrio editorial. Os argumentos da defesa e as eventuais provas de inocência da Globo não serão censurados no “Jornal Nacional”, diferentemente do que ocorre em relação ao PT, Lula e Dilma, que tiveram até a prisão pedida em editoriais e artigos de sua rede", acrescentou.
"A Globo aprenderá também que, no devido processo legal, quem acusa tem de provar e ninguém pode ser condenado com base apenas em delações premiadas."
Leia, AQUI, a nota completa.
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Wadih Damous: "Há elementos para cassar a concessão da Rede Globo"

16 de Novembro de 2017, 8:23, por BlogueDoSouza - 0sem comentários ainda


O deputado Wadih Damous (PT-RJ), que já presidiu a seccional da Ordem dos Advogados do Brasil, afirma que o escândalo Globo-Fifa traz elementos que, se confirmados, podem levar à cassação da concessão da Globo; "O Código Nacional de Telecomunicações deixa claro que, se confirmada a prática de crime, a empresa pode perder a concessão"; ele também diz que o episódio revela que o delator argentino – no caso, Alejandro Burzaco – é melhor do que os brasileiros; "ele indicou todo o caminho do dinheiro e a Justiça só não rastreia a propina se não quiser"; por fim, Damous também diz que a grande roubalheira passa distante da Operação Lava Jato e que, no Brasil, ela não é investigada deliberadamente

Brasil 247 – O deputado Wadih Damous (PT-RJ), que já presidiu a seccional fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil, ficou estarrecido com o segundo depoimento do delator Alejandro Burzaco, que acusou a Globo de se envolver num esquema para o pagamento de propinas de US$ 15 milhões – o equivalente a R$ 50 milhões – para garantir direitos de transmissão exclusivo das Copas de 2026 e 2030 (leia mais aqui).

– O delator argentino é muito melhor do que os brasileiros que têm aparecido na Lava Jato. Ele falou e trouxe elementos que comprovam o que disse – aponta o deputado.

Segundo Burzaco, que comandava a empresa Torneos y Competencias, ele foi orientado pela Globo a abrir uma subsidiária na Holanda. Em seguida, teria recebido recursos de uma empresa da família Marinho para pagar propina ao ex-dirigente argentino Julio Grondona, já falecido, numa conta suíça secreta no banco Julius Baer.

– A Justiça agora só não rastreia a origem e o destino da propina se não quiser – diz Damous.

O deputado vai além e afirma que há elementos até para se propor a cassação da concessão da Rede Globo de Televisão. Isso porque o artigo 53 da Lei 4.117, que trata do setor, estabelece que "constitui abuso, no exercício de liberdade da radiodifusão, o emprego desse meio de comunicação para a prática de crime ou contravenção". Ou seja: se for confirmada a prática de crime, a empresa pode perder a concessão.

Damous diz ainda que o episódio demonstra que a Operação Lava Jato passa longe da grande corrupção – ou daquilo que o deputado chama de "Roubo com R maiúsculo". E não o faz, segundo ele, de forma deliberada.

Ele afirma ainda que, ao corromper cartolas para se tornar monopolista no futebol, a Globo agride a democracia no Brasil, uma vez que amplia sua audiência, sua influência e seu poder de manipulação.

Em nota, a Globo negou o pagamento de propinas e disse que, após realizar uma investigação interna, a emissora concluiu pela própria inocência.

Ontem, em debate na TV 247, o escândalo Globo-Fifa foi o tema central. Reveja e inscreva-se no canal:

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Dilma Rousseff tem encontros na Alemanha e França sobre o golpe

15 de Novembro de 2017, 12:03, por BlogueDoSouza - 0sem comentários ainda

Dilma fala na Universidade Livre de Berlim

A presidenta eleita do Brasil Dilma Rousseff está na Europa desde o dia 12 de novembro, uma agenda de encontros em Universidades e com partidos e políticos , além de meios de comunicação, para tratar do processo de Golpe no Brasil e a defesa do regime democrático que permita as eleições livres em 2018.

Na segunda feira (13) foi publicada entrevista que a presidenta concedeu à revista alemã Deutsche Welle, na qual ela fala do golpe e do movimento conservador no país.

Marcio Pochmann
Dilma debate com Sérgio Costa e Herta Hãubler-Gmelin

Nesta terça (14) ela participou de uma conferência na Universidade Livre de Berlim, onde debateu com o professor Sérgio Costa do centro de estudos do Brasil na universidade e com a ex-ministra da Justiça da Alemanha de 1998 a 2002, Herta Häubler-Gmelin. Assista o vídeo:



Entre os dias 15 e 17, Dilma estará na França, em Estrasburgo, no parlamento da União Europeia, em contato com políticos e partidos para tratar do golpe e das eleições, bem como das caravanas Lula Pelo Brasil e do programa Brasil que o Povo Quer.

Da Redação da Agência PT de Notícias

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Dilma durante entrevista à DW em Berlim: "O PT é coisa de preto, eu sou coisa de preto."

Em viagem pela Alemanha, a ex-presidente Dilma Rousseff afirmou, em entrevista à DW nesta segunda-feira (13/11) em Berlim, que o Brasil "precisa se reencontrar" e que o PT não deve ter um espírito vingativo nas próximas eleições.

Dilma disse que seu governo foi vítima de um golpe, mas que é hora de "perdoar a pessoa que bateu panela achando que estava salvando o Brasil, e que depois se deu conta de que não estava". Ela também afirmou que não vê problemas em alianças entre seu partido e figuras como o senador Renan Calheiros.

Leia também: O PT mais uma vez contra a parede

No aspecto pessoal, a ex-presidente contou que tenta manter a rotina de exercícios físicos e de tempo com a família. Também não descartou voltar a concorrer a um cargo político. E, em meio à controvérsia envolvendo a declaração racista do jornalista William Waack, afirmou: "O PT é coisa de preto, eu sou coisa de preto."

DW Brasil: Como a senhora avalia a situação em que o Brasil se encontra hoje?

Dilma Rousseff: O golpe que sofri tem três fases. A primeira e inaugural é meu impeachment. A segunda é esse estrago que eles estão provocando no Brasil, como a emenda que congela os gastos em saúde e educação. Ou a reforma trabalhista, num país que há pouco tempo saiu da escravidão, e esse processo de venda de patrimônio público. O terceiro momento do golpe é inviabilizar o Lula e, aí, vender o pré-sal.

Sobre as eleições de 2018, quais são suas expectativas?

Há uma maior percepção no Brasil de que o Lula está sendo perseguido. Em que eu baseio essa afirmação? Se você olhar o desenvolvimento das pesquisas, vai ver que está subindo a aprovação. É a percepção do povo brasileiro de que ele foi o melhor presidente. Minha esperança seria ele voltar. Na época do impeachment, eles [a mídia e os adversários políticos] conseguiram colocar a rejeição a ele e ao PT lá em cima. Eles apostam que o povo brasileiro é ignorante. Mas o povo brasileiro vai percebendo esse grau de intolerância e de perseguição.

Como a senhora vê a aproximação do PT com o PMDB em diversos estados? O próprio ex-presidente Lula já afirmou que está "perdoando os golpistas". Não é um tanto incoerente o PT denunciar um "golpe" e voltar a se aliar com um partido que o teria traído?

Dificilmente nós faremos aliança com o PMDB em nível nacional. Mas você vai falar que não pode fazer aliança com o [senador Roberto] Requião? O Requião é do PMDB, e uma pessoa que combateu o golpe. Você não vai fazer uma aliança com a Kátia Abreu? Ela foi outra que combateu o golpe.

E figuras como o senador Renan Calheiros?

O Renan não trabalhou a favor do golpe.

Mas ele votou pelo impeachment.

Ele presidia [o Senado], não podia votar.

O voto final dele foi pelo impeachment.

Mas ele não trabalhou pelo impeachment. E essa não é questão relevante. Não acho que perdoar golpista é perdoar o PMDB e o PSDB. Acho que perdoar golpista é perdoar aquela pessoa que bateu panela achando que estava salvando o Brasil, e que depois se deu conta de que não estava.

Uma hora nós vamos ter que nos reencontrar. Uma parte do Brasil se equivocou. Agora isso não significa perdão àqueles que planejaram e executaram o golpe. Você tem uma porção de pessoas que foram às ruas e que estavam completamente equivocadas. Mas você não vai chegar para elas e falar 'nós vamos te perseguir'. Precisamos criar um clima de reencontro, entende? Não vai ser um clima vingativo, não pode ser isso.

A política brasileira não está precisando de renovação depois do impeachment? Não seria o momento de abrir espaço para novas lideranças, especialmente na esquerda?

[Dilma gargalha] Isso se chama "como tirar o Lula da parada". Tá entendendo?

Com o impeachment o PSDB acabou, sumiu. O que os conservadores conseguiram produzir? Produziram a extrema direita, o MBL [Movimento Brasil Livre] e o [Jair] Bolsonaro. E o que ainda é novo no Brasil? O gestor incompetente, tipo o Trump? O João Dória? Ou você deseja a política de animação de auditório como política social, que é o Luciano Huck? Isso é o novo?

Sabe o que eu acho que é o novo? Esse foi um pensamento que tive depois do caso do William Waack. Você sabe o que é coisa de preto? O PT é coisa de preto. O Lula é coisa de preto. Nós somos coisa de preto. Eu sou uma coisa de preto.

Como está sendo sua rotina um ano após o impeachment?

É uma rotina que depende de onde estou, seja em São Paulo ou em Berlim. Participo de aulas, debates, conferências, caravanas – estive na do nordeste e na de Minas Gerais. Sempre que posso faço minha atividade física, ando de bicicleta, pelo menos 50 minutos por dia.

Quando estou em Porto Alegre fico com meus netos, às vezes, levo para dormir na minha casa. Criança tem uma energia inesgotável e não temos mais a mesma energia. Mas ser avó tem esse mérito: a gente estraga bastante e depois devolve para a mãe.

Não parece existir no Brasil um papel bem definido de ex-presidente, como nos EUA e em alguns países europeus. Que tipo de ex-presidente a senhora vai procurar ser?

O presidente só tem direito à segurança e uma pequena assessoria. Em algum momento, vão ter que discutir qual é a proteção que tem um ex-presidente, a física, a legal, não acho que um ex-presidente possa voltar a trabalhar na iniciativa privada. Acho que isso é incompatível com o ex-presidente. Vai ter que definir o que é. Nos EUA, está estipulado.

A senhora vai ser uma ex-presidente que vai procurar novos mandatos políticos?

Não vou deixar de fazer política porque sou ex-presidente ou não tenho um mandato eletivo. Fiz política minha vida inteira, eu estive presa não era porque eu era técnica, ninguém vai para a prisão por ser técnico. Fiz política a vida inteira e não precisei de mandato parlamentar para continuar fazendo, obviamente num ritmo compatível com a minha idade.

Então pretende mesmo voltar a se candidatar a algum cargo?

Não descarto, mas ainda não pensei de maneira séria sobre o assunto. No Brasil, se eu falar que não vou me candidatar e depois mudar de ideia, vou ter que dar um chá de explicações. Contemplo a possibilidade para não ter que dar explicação.

A senhora acha que a história vai lhe dar razão?

A história no Brasil tem sido rápida. Ela já está me dando razão. Eduardo Cunha, que presidiu meu impeachment, foi afastado, suspenso, condenado a nove anos e está preso. Vários processos mostram que ele comprou deputados. Também foi comprovado que os motivos alegados para o impeachment eram ridículos, que não pratiquei nada ilegal.

Alegaram que o impeachment ia resolver a crise econômica e política, mas essas crises só se aprofundam. O atual presidente usurpador já foi denunciado duas vezes, e o senador Aécio Neves também, ambos enfrentam provas cabais e gravações. Mas essas duas pessoas continuam em seus cargos, enquanto duas outras [Dilma e Lula] são acusadas apenas por terem sido presidentes.
- com informações da DW
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