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Objetivos da consulta

24 de Março de 2016, 0:00 , por Admin ParticipaBR - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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A sociedade atual, também conhecida como sociedade da informação, utiliza novas formas de comunicações e de troca de informações, tais como: mensagens instantâneas, redes sociais, videoconferência, compartilhamento de sons, textos e imagens, buscando criar um espaço onde não existam barreiras entre as pessoas e organizações, sejam elas físicas, sociais, culturais, políticas (nacionais ou internacionais) ou econômicas.

A esse espaço virtual, composto por dispositivos computacionais conectados em rede ou não, onde as informações digitais transitam, são processadas e/ou armazenadas, convencionou-se chamar de espaço cibernético.

Se, por um lado, o advento do espaço cibernético trouxe grandes benefícios à humanidade, facilitando o trânsito de informações, a interação e a aproximação entre indivíduos, grupos sociais, políticos e econômicos e até entre nações, por outro lado, possibilitou o aparecimento de ferramentas de intrusão nas redes e nos sistemas computacionais que o constituem, aproveitando as vulnerabilidades existentes.

Nos dias atuais, os ataques cibernéticos constituem ameaças significativas à segurança do indivíduo, da sociedade e do Estado. A diferença, em relação a outros tipos de ameaças, é que esses ataques são relativamente seguros, rentáveis e difíceis de combater. Além disso, o espaço cibernético constitui um novo e promissor universo para a prática de atos ilícitos, tais como: crimes, terrorismo e disputa entre nações. Assim, a adaptação e a modernização das instituições para enfrentá-los devem ser abordadas com grande responsabilidade, flexibilidade, rapidez e visão estratégica.

O espaço cibernético está se tornando essencial para a Segurança e Defesa Nacionais. Ele abrange um grande número de áreas, interações intra e inter-organizacionais, multidisciplinaridade, produtos e serviços tecnológicos diversos, métodos e processos gerenciais em todos os níveis, além de outros aspectos, como já foi matizado. Diante de tal complexidade e orientados por uma visão estratégica, estruturas e processos conjuntos devem ser capazes de realizar, de forma eficaz, o que prescreve a Estratégia Nacional de Defesa, a Política Cibernética de Defesa e a Doutrina Militar de Defesa Cibernética.  

O Setor Cibernético (St Ciber) abrange um grande número de áreas (capacitação, inteligência, pesquisa científica, arcabouço doutrinário, preparo e emprego operacional, proteção de seus próprios ativos, gestão de pessoal, interação com os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, com instituições civis empresariais e acadêmicas), contendo elementos intra e inter-organizacionais, multidisciplinaridade, produtos e serviços tecnológicos diversos, métodos e processos gerenciais em todos os níveis, além de outros aspectos.

Na Portaria Normativa Nr 3.389 /MD, de 21 de dezembro de 2012, o Ministro da Defesa aprovou a Política Cibernética de Defesa com o objetivo de orientar as atividades de Defesa Cibernética, no nível estratégico, e de Guerra Cibernética, nos níveis operacional e tático, no âmbito das Forças Armadas.

A criação da ENaDCiber atende a um dos objetivos do programa da Defesa Cibernética na Defesa Nacional que é o de promover a capacitação dos recursos humanos do Setor Cibernético, por meio de sua criação e implantação, subordinada ao Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber).

A ENaDCiber será um centro polarizador de ensino e pesquisa da Defesa Cibernética Nacional. Será uma estrutura de ensino de caráter dual, civil e militar, e possibilitará avanços significativos na sensibilização, na conscientização, na formação e na especialização de cidadãos para a atuação no setor cibernético, área considerada estratégica para o desenvolvimento tecnológico e para a preservação da soberania do País.

A criação da ENaDCiber se alinha à END, que norteia a necessidade de se capacitar recursos humanos na área cibernética, em prol das operações conjuntas e interagências e para colaborar na proteção das infraestruturas estratégicas da Nação. Da mesma forma, a ENaDCiber vem ao encontro do que estabelece a Política Cibernética de Defesa e ao Livro Branco de Defesa Nacional ao capacitar recursos humanos para a proteção do espaço cibernético.

Essa capacitação é entendida como um conjunto de ações estrategicamente planejadas, com cursos de capacitação e de qualificação, incluindo também programas específicos de desenvolvimento, as quais visam a desenvolver competências que se encontrem alinhadas com os objetivos estratégicos traçados na Política Cibernética de Defesa.

A capacitação a ser desenvolvida pela ENaDCiber tem por finalidade contribuir para o desenvolvimento dos recursos humanos, e potencializá-lo para que desenvolva suas ações na Defesa Cibernética com qualidade e competências técnico-comportamentais para a execução de suas atividades. Esse processo fundamenta-se na busca do setor público pela excelência e melhoria da qualidade dos serviços ofertados à sociedade.

Em continuidade ao processo de aprimoramento de suas ações o Ministério da Defesa publicou, em 09 de dezembro de 2015, as Portarias Normativas (nº 2.621 e nº 2.624) que definem, respectivamente, a Estratégia Setorial de Defesa e a Política Setorial de Defesa. Esses documentos integram a terceira fase do Sistema de Planejamento Estratégico de Defesa (SISPED) e definem os objetivos estratégicos da Pasta relativos à Defesa Nacional.

O Exército Brasileiro, dentro dos preceitos da Estratégia Setorial de Defesa (ESD) e em cumprimento da Política Setorial de Defesa, busca a excelência na capacitação e gerenciamento dos talentos humanos necessários à condução das atividades do Setor Cibernético no âmbito do Ministério da Defesa.

A ENaDCiber emergiu da Estratégia Nacional de Defesa que apresenta três diretrizes: Democratização, Capacitação e Mobilização. Neste sentido mobilizar é reunir a sociedade, todo Brasil, engajado na defesa do País.

Espera-se que a ENaDCiber incorpore metodologias atualizadas e disruptivas que permitam um processo de ensino-aprendizagem diferenciado e que em determinados projetos possa fugir da lógica professor ensina aluno e se aproxime ao máximo da colaboração e cooperação, e talvez com algum nível de competição para identificação de talentos.

Desta forma busca-se responder neste processo de consulta a alguns questionamentos:

 

  • Qual é o PERFIL de um  HACKER?
  • Como deve ser a formação de um hacker?
  • Como selecionar um HACKER?