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Leonardo Koury Martins

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Reflexões entre a Teoria e a Pratica

21 de Novembro de 2013, 16:56 , por Desconhecido - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.

Por uma comunicação classista

2 de Junho de 2014, 8:27, por Leonardo Koury Martins - 1Um comentário

Nas últimas semanas, algumas declarações feitas por políticos brasileiros e pela imprensa, deixam a todas e todos claramente a noção que a Direita brasileira tem se posicionado publicamente e tomado espaço na mídia.

Jair Bolsonaro ao discursar na Câmara dos Deputados, se posicionou como porta-voz nacional e lança sua candidatura a presidência a favor da família e contra as lutas sociais e os Direitos Humanos. Outro discurso exposto com o carácter neofacista, foi o do prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda. O atual prefeito da capital mineira disse ao jornal O Tempo no qual se percebe pós junho de 2013 um aumento das manifestações e que as mesmas, começaram a ocorrer de forma mais violentas e de que é necessário a repressão do Estado para a garantia da ordem pública.

O que perpassa por estes discursos e o que nós, classe trabalhadora temos que perceber, é que a cada dia no Brasil fica mais nítido os posicionamentos à Direita, bem como deve ser papel dos movimentos de Esquerda frente a luta pela melhoria das condições de vida do povo e pela organização dos movimentos sociais.

Na discussão destes e de outros políticos de Direita, o contraponto sobre as pautas da diversidade e da pluralidade e da desmilitarização das políticas a cada dia se tornam mais necessárias como bandeiras coletivas. Estas manifestações em torno da Questão Social nos fazem refletir sobre o cerceamento por parte do Estado, que aliado a classe dominante, coíbe a liberdade de expressão e oprime as lutas sociais.

Que o compromisso de organizar a classe trabalhadora e a tomada de consciência sejam a cada dia o foco central da nossa estratégia de possibilitar uma nova política.

O discurso da Direita é fácil, simplificado e parte do senso comum para massificação do povo, porém devemos criar a cada dia, mecanismos de comunicação social de maneira expressiva, para que o discurso fácil seja a consequentemente substituído pelo reconhecimento e pela organização de uma nova ordem societária, longe da opressão e construída nos patamares da igualdade, diversidade e liberdade.

Leonardo Koury Martins – Escritor, Educador, Assistente Social e Militante dos Movimentos Sociais



Privatização ou Concessão? Chega, vamos também falar de Revolução

27 de Maio de 2014, 8:44, por Leonardo Koury Martins - 22 comentários

Nos últimos meses acirrou um debate vindo de uma parcela da Direita brasileira, a igualação de que o Governo Dilma está propondo para o desenvolvimento econômico no país as mesmas diretrizes do que o governo Fernando Henrique Cardoso, no âmbito da infraestrutura.

Em suma, de que a nossa política econômica e nossa proposta de modernizar a maquina pública estavam caminhando com os mesmos princípios. Para a Direita, a era das privatizações do FHC não tem diferença objetiva da nossa atual política econômica referente a concepções do patrimônio público estatal.

Como comparativo, o leilão da Vale girou em torno de 3,34 bilhões, a concessão dos aeroportos girou em torno de 23 bilhões. A principal diferença está inicialmente de que o patrimônio continua público e de que este dinheiro será para alavancar a infraestrutura do país. As concessões ajudariam o governo na perspectiva de que o empresariado se responsabilizaria de melhorar no caso os aeroportos, bem como, também uma parcela dos ganhos voltariam ao governo brasileiro.

É obvio, e ninguém discute que alugar é melhor do que vender. Porem trago a ousadia de uma terceira discussão, saindo da lógica de que privatização e pior do que concessão. Quando vamos debater a revolução?

Não tenho a ilusão do socialismo utópico, de que vou acordar num pós Brasil / URSS, porem acordo todos os dias num paradoxo de um governo que atende ainda muito mais o Agronegócio (haja visto o ministro da agricultura) do que atende os anseios da reforma agrária. De que reforma tributária e fiscal estão longe da taxação das grandes fortunas e da possibilidade de pensar imposto sobre riqueza e não sobre produto. No Brasil, ricos e pobres pagam o mesmo imposto pelo litro de leite, mas as grandes empresas pagam uma conta de luz infinitamente mais barata e tem acesso a crédito de forma mais ágil e com juros menores.

As relações políticas e econômicas hoje atendem muito mais as bancadas ruralistas, do empresariado, da educação privada e religiosa do que os interesses sindicais e populares. Não estou negando os avanços das políticas sociais, porem nos cabe sempre relembrar as dimensões de partido, governo e movimento social, como também se lembrar do que nos faz partido político e de que princípios nós, Partido dos Trabalhadores defendemos. Aonde queremos chegar e porque governar, com quem e para quem governar.

Na administração do capital, em meio à discussão de que concessão é bem melhor do que privatização, apenas sugiro outro discurso, quando vamos debater a Revolução?

— Leonardo Koury – Escritor, Assistente Social, Educador e Militante dos Movimentos Sociais