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Especialistas defendem maior apoio popular às instituições

23 de Maio de 2014, 12:53 , por Grazielle Machado - 1Um comentário | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Segundo o advogado Eduardo Szazi, “a sociedade civil é a origem e destinatária da causa que a organização abraçou”. Com essa afirmação, o autor do livro “Terceiro Setor: Regulação no Brasil” iniciou o debate em que justificou o financiamento de organizações da sociedade civil por múltiplas fontes, durante o painel “Economias e sustentabilidade das OCSs”.

Com um discurso em defesa da independência das instituições, Szazi explicou que múltiplas fontes de financiamento são essenciais para reforçar a legitimidade e evitar a submissão, que costuma ocorrer quando a entidade depende de poucos, senão de um único doador. Neste último caso, a ela se sujeita a prestar contas de projetos a uma autoridade, e não à sociedade civil. “Obter financiamento de várias pessoas é fundamental”, sintetizou. Para isso, a organização depende do fortalecimento das condições da sustentabilidade real, considerando que não é apenas o lado financeiro que viabiliza sua causa, mas também a governança e as metas.

Como doar é um ato voluntário, a sustentabilidade da entidade dependerá dos resultados que obtiver, alimentando a motivação dos doadores. Ao considerar a sociedade civil como quem merece de fato conhecer seus resultados, a organização deve tornar acessíveis seus propósitos, planos, metas e estratégias.

Para Szazi, é importante que as organizações estabeleçam metas e resultados transparentes. “Uma instituição incapaz de administrar o dinheiro não tem sustentabilidade administrativa”, concluiu.

Em concordância com o advogado, o diretor da Fundação Grupo Esquel e da Pastoral da Criança, Silvio Sant'Ana, revelou que a sustentabilidade da sociedade e da vida social garantem a capacidade de avanço da própria sociedade. Ao apontar a sustentabilidade como resultado da capacidade de responder aos desejos populares, ele indica uma agenda politicamente adequada para alcançar esse objetivo. 

Como a participação da cidadania é essencial, o governo precisa estabelecer incentivos para o cidadão doar e ser reconhecido. “Muitas vezes, ele atrapalha porque cria novas burocracias e diminui a capacidade das organizações arrecadarem”, criticou.

O diretor presidente e fundador do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), Marcos Kisil, acrescentou que a sustentabilidade financeira das organizações é resultante de três elementos imprescindíveis: o comprometimento à missão; o compromisso com a qualidade do processo e do produto; e a relevância da instituição para a sociedade. 

Somam-se a isso ações como necessidade de custos recorrentes; recurso para programas e projetos específicos; e capitalizar-se. “O fundo patrimonial é um exemplo. A organização pode ter instrumento em que recolhe para criar os recursos de que precisa”, finalizou.

Por Lucie Ferreira, come edição de Fernanda Quevêdo

Fotos Leandro Portes


Tags deste artigo: organizações da sociedade civil arena da participação social ocss eduardo szazi

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